“Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, doem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade.
“Não estou pronta para deixar tudo para trás.
Não estou pronta para te perder.
E nunca estarei.
(vupm)
“As coisas nunca são como eu imagino que serão.
“Mas e se um dia o amor acabar? Pensei nisso. E se um dia ele acabar? E se não for nada daquilo que estava escrito nos livros e que tanto vi nos filmes? E se? Ah, ele é. Ele é, sim. E eu tenho certeza disso a cada vez que acordo e penso é-exatamente-aqui-que-eu-queria-estar-agora. Defino: o amor só acaba quando um dos dois não tem mais força para pegar o coração do outro no colo. Com direito a musiquinha de ninar e tudo mais.
“Quando fui me tocar eu já o amava e já era tarde demais para recuar. Eu pisei fundo e fui dirigindo por essa estrada tanto desconhecida e tanto misteriosa. Eu pulei fundo e me doei sem pensar nas consequências. O pior que pode acontecer por eu tentar é levar um “não” e eu prefiro muito mais essa palavrinha do que aquela outra que se chama “duvida”.